
Desde a trilogia “O Mundo de Bardho”, que me acostumei com a
ideia de a autora ser uma escritora de livros de aventura e fantasia. Essa
impressão persistiu ainda na leitura do delicioso conto “Um presente para
Graça” e no ótimo Romeu e Julieta, sua comovente versão para a peça homônima de
Shakespeare. É claro que essa impressão sobre a escritora e sua obra era mais
um fruto da minha imaginação tacanha e, nem de longe, correspondia à realidade.
Lívia é, com efeito, bem mais que isso.
A leitura de “O dia em que salvei o mundo” tratou de demolir
essas convicções. Já na sinopse, percebi que o buraco era mais embaixo. Apesar
disso, ainda resisti em mudar. Afinal, uma jovem escritora, que exerce outra
profissão, é mãe e dona de casa, já tem muito com o que se ocupar, para entrar
no árido campo da física quântica e dimensões paralelas. Contudo, Lívia o fez e
engendrou uma trama perfeitamente lógica e verossímil, numa narrativa de tirar
o fôlego.
A história gira em torno das peripécias de um jovem envolvido
numa trama cósmica que ameaça destruir a existência em várias realidades.
Conceitos de física quântica, matéria e antimatéria são encadeados num ritmo alucinante e revelados durante uma busca frenética do personagem por
uma mulher misteriosa, enquanto tenta compreender uma série de acontecimentos estranhos.
O livro está disponível em e-book e formato impresso, na
Amazon ou direto com a autora.