Saturday, September 16, 2017

Rupi Kaur

Do livro poesias pop de Rupi Kaur, Outros Jeitos de Usar a Boca, uma visão feminista que subverte a mesmice contida no olhar sexista sobre as mulheres.

Saturday, September 09, 2017

Humor


O Dono da Rua

Este conto faz parte de uma série infantil sobre cidadania
Mal amanheceu o dia, os três garotos já estavam a caminho da escola. Juca e Zeca conversavam animadamente. Era um dia de atividades especiais na escola onde estudavam, por conta da programação da Semana do Trânsito. Haveria a exibição de uma peça de teatro, leitura de redações, poesias e pinturas. Tudo feito pelos alunos e seus professores.
Apesar da animação de Juca e Zeca, Pedrinho não estava muito animado e caminhava um passo atrás deles. Se fosse possível ele escolher, com certeza iria preferir dormir mais um pouco a ir para a escola. Assim era Pedrinho, avesso a qualquer atividade que lembrasse disciplina e compromisso.
Apesar de temperamentos diferentes, os três eram muito amigos. Por isso, Juca e Zeca sempre conseguiam convencer Pedrinho a acompanhá-los no cumprimento de suas tarefas, embora ele aproveitasse qualquer oportunidade para fazer coisas erradas. Ele não perdia a chance de jogar pedras em cães e gatos que encontrava pelo caminho, apertava campainha das residências, entre outras coisas.

Monday, July 24, 2017

O Templo dos Ventos


Hoje terminei a leitura do primeiro livro da Trilogia dos Pássaros, de Marcelo Zaniolo. É seu livro de estréia e, apesar desse detalhe, ou justamente por isso, esse jovem escritor se sai bem de sua primeira investida. Todos os elemementos narrativos de uma boa história estão presentes.
O escritor contempla com generosidade cada aspecto da Jornada do Herói, desde O Chamado até a Jornada propriamente dita. Contudo, não há em sua escrita uma tentativa fria de seguir uma receita cômoda e certa para levar adiante e concluir satisfatoriamente um projeto literário. Marcelo não se furta em fazer seus experimentos, principalmente na construção de seus personagens, que se mostram tridimensionais e factíveis em suas contradições humanas, cada qual com sua força e fraqueza, medos e incertezas. Em vários momentos, me vi entre eles, compartilhando seus dilemas e suas emoções.
Apesar disso, o início da leitura foi arrastado e demorei mais do que de costume para estabelecer uma conexão com a história, talvez mais por conta de outros afazeres e meus próprios escritos. Agora que cheguei ao fim, penso que deveria ter me concentrado no livro um pouco mais, dada a satisfação que a leitura me proporcionou.
O Templo dos Ventos não se mostra de imediato. O leitor precisa se esforçar para “entrar” na história, mas quando o consegue, junta-se aos jovens protagonistas, Noah, Átila e Deni em sua jornada por um mundo devastado em uma grande inundação, que parece uma referência direta ao Dilúvio biblíco. Há nessa jornada um componente de natureza mística, que se traduz numa antiga dívida dos homens para com os pássaros, e com os quais os personagens estabelecem uma ligação semelhante aos elementos totêmicos dos povos indígenas. Ligação essa que se fortalece nos propósitos que eles mal vislumbram, ao ultrapassar os limites da aldeia e descerem a montanha que habitam, em direção ao desconhecido.
Destarte, penso que o jovem escritor Marcelo Zaniolo estreou com o pé direito no segmento de aventura e fantasia, estabelecendo com autoridade seu espaço na vigorosa literatura independente nacional. Que seja bem-vindo, pois. Fica aqui minha torcida para que continue ousando em seus experimentos literários e consolide seu estilo narrativo.

O Templo dos Ventos, Marcelo Zaniolo.
 https://www.facebook.com/literariocast/
308 páginas. Capa de Jean Milezzi.

Feelings


Daydreams