Wednesday, May 17, 2006

Soturno

Hoje olhei o mundo
e não me senti feliz
Havia um gosto amargo
nas lembranças de minha história

Velhas dores voltaram
de antigas perdas quase esquecidas
Espectros errantes daquilo que fui
apertam meu peito e me fazem lembrar

Buscam a vingança, eu sei
Ainda hoje se riem de meus fracassos
e de minhas patéticas tentativas de esquecer

Hoje eu não queria existir
Amanhã, talvez, venha a me condenar
frívolo e vazio.

Como é ridícula a pena de mim mesmo
O fundo, porém, me atrai
Mais do que nunca,
hoje eu não queria existir.

7 comments:

Anonymous said...

Testando

LuiZa said...

nem li ainda, mas quando eu tiver vontade eu leio...
haha!
preguissa...
as outras histórias são muito legais...
só essa que eu não li...
x)~
beijo

Felipe said...

Abra o peito, caro poeta.
Revele o seu dicionário memorialístico.
Cubra de palavras os seus veios,
E atire uma pedra feita de bálsamo aos impiedosos e insensíveis.

Foi esse o sentimento que tive ao ler o seu poema, caríssimo!
Abs

Anonymous said...

continue assim, otimo

Elizabeth said...

mt bom irmao

♥ღ♥ Meri Vic ♥ღ♥ said...

Tem dias que me sinto assim, não querendo existir.

Eduardo Jauch said...

Há dias e há dias... Que uns sejam mais do que outros.